30 Dezembro 2013

2014

                                        

26 Agosto 2013

RELIGIÕES EM MUTAÇÃO: DA CONSTRUÇÃO À INTERPRETAÇÃO E À CONTESTAÇÃO

Religiões em mutação: da constatação à interpretação e à contestação
 

 
 
«As religiões têm que se adaptar à mentalidade das pessoas do terceiro milênio. As ideias teológicas de hoje não podem mais ser as mesmas do passado, pois a evolução cultural torna superados os conceitos antigos de Deus, e mesmo porque alguns deles foram impostos a ferro e fogo, e não pelo bom senso, a lógica e a razão. Daí os conflitos e a separação que surgiram entre a ciência e as religiões. Os cientistas diziam que a ciência cuidava do estudo da matéria, e que as religiões e os teólogos cuidavam do espírito. Foi Kardec que deu o primeiro passo para acabar com essa divisão entre a ciência e as religiões. Cientista que era, interessou-se por estudar os fenômenos que envolvem espíritos, que, com exceção dos espíritas, são denominados errada e supersticiosamente de sobrenaturais.

O espiritismo prega uma imortalidade dinâmica dos espíritos que, exatamente por serem imortais, se comunicam conosco. Já o cristianismo tradicional, de mãos dadas com o materialismo, age como se enterrasse não só os corpos dos que morrem, mas também os seus espíritos, pois têm horror por esse assunto! Mas eles só saem do corpo que volta ao seu pó (Gêneses 3: 19; e Eclesiastes 12:7). A Bíblia e as outras escrituras sagradas ensinam a realidade da comunicação dos espíritos dos mortos com os vivos. E se Moisés, não Deus, em Deuteronômio capítulo 18, proíbe o contato com os espíritos dos mortos, é porque tal contato existe mesmo, ou Moisés era doido de proibir o que não existe? A sua proibição se deve ao fato de as pessoas do seu tempo, de um modo geral, não estarem preparadas para a prática da mediunidade, ou faziam comércio com ela. E o próprio espiritismo recomenda, hoje, que não se pratique a mediunidade sem um conhecimento profundo do assunto.
Mas Moisés até elogia os profetas (a partir de Kardec, se diz médiuns) Medade e Heldade, os quais estavam recebendo espíritos que profetizavam através deles (Números 11: 24 a 30). Diz a Bíblia (Eclesiástico 46: 20) que Samuel profetizou até depois de morto, ou seja, já desencarnado! E Jesus e os médiuns ostensivos ou especiais Pedro, João e Tiago receberam a comunicação de Elias e Moisés que tinham vivido, já havia séculos, aqui na Terra. São Paulo nos mostra também essa prática da mediunidade: “Ó Deus, Senhor da glória, enviai-nos um espírito de sabedoria” (Efésios 1: 17). Prezados leitores, confiram esse assunto, também, nos capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios.
Mas os padres e, mais tarde, os pastores, usurparam o lugar dos médiuns, endemoninhando-os, perseguindo-os, anatematizando-os, e até os condenando à morte. É que esses dirigentes religiosos queriam e querem ser os maiorais perante as suas comunidades!
As religiões, no terceiro milênio, estão em mutação, pois as pessoas de hoje, cada vez mais, querem, como se diz, o preto no branco. Elas querem constatar o que é mesmo a sua crença, interpretando-a bem, e não raro, passam a contestá-la e a adotar outras crenças mais racionais.
E assim é que, hoje, muitas pessoas não se contentam com uma só religião, o que, aliás, é até bom!»

(José Reis chaves)


20 Julho 2013

A PREVISÃO DA IMPUNIDADE...

A situação politica e social em Portugal permito-nos fazer previsões no que concerne à impunidade. Poderá acontecer que, minados embora os alicerces morais e da civilidade do estado social, este se mantenha, por algum tempo, na base do receio das punições estaduais, que tentarão garantir um certo mínimo ético, definido pelo poder. Mas, para isso, era preciso que as sua dureza ou solidez da rede preventiva estabelecida, as sanções legais fossem, efectivamente, temidas. A verdade é que, infelizmente, não é assim.
Agigantaram-se as previsão de que as infracções ficarão impunes e, por isso, o alargamento da esfera da marginalidade tende alargar-se no interior do Estado.
E, por autodefesa contra os marginais, ou por natural propensão dos homens para claudicarem, lesando o seu semelhante e renunciando ao próprio aperfeiçoamento, alastrará a convicção de que tudo é permitido. Os últimos acontecimentos demonstraram que a "voz de Deus", - ouvida desde as ilhas selvagens - não teve eco a 1000 quilómetros de distância. Agora  a desobediência à voz de "Deus" - que foi tão apelativa - o próprio Estado há-de ser tentado a renunciar às suas funções, duvidando da legitimidade, do fundamento, para exercê-las. Também não me parece que hajam castigos humanos pois os maiores responsáveis já estão senis ou abandonaram o "barco".
Agora que "Deus" esta mais próximo, não tardará que alguém lhe rogue para que não de demore a satisfazer o pedido pendente: remodelar o Governo ! Como se  isso fosse decisivo para a "salvação nacional".
Porém, a convicção de que tudo é permitido há-de passar. Até, mais que não seja, pelo instinto de conservação dos homens, que terá influenciado a construção de Hobbes. Ainda assim, haverá muitos que tentarão, tudo por tudo, para manter o "caos" para que assim, possam "brilhar" na sua "loucura"...

Paulo

18 Julho 2013

JAMES GANDOLFINI DEIXA PARTE DA FORTUNA A FILHO AUTISTA DE AMIGO





Foto: James Gandolfini

«Os pormenores do testamento de James Gandolfini podem ter deixados surpreendidos alguns dos seus admiradores, mas os amigos do falecido ator garantem que este era genuinamente preocupado com aqueles que amava.
O ator deixou parte da sua fortuna, estimada em 70 milhões de dólares (quase 55 milhões de euros) para os amigos, entre eles Doug Katz, que foi seu colega de quarto na universidade.
Contudo, o dinheiro será entregue não a Doug, mas sim para o seu filho de 12 anos, que é autista.
Segundo Katz disse ao New York Post, Gandolfini «é o anjo da guarda» do seu filho, explicando ainda que o falecido ator sempre ajudou o menino, pagando os seus suplementos nutricionais e as sua atividades físicas.
Katz contou que James estava sempre a perguntar: «Como podemos ajudar? Como podemos melhorar isso?».
Doug Katz garante mesmo: «Nunca conheci ninguém melhor do que ele».
Recorde-se que o ator morreu no dia 19 de junho de 2013, de ataque cardíaco, em Roma.»

NOTA:  num momento em que ainda não foi identificada uma cura para o AUTISMO, este gesto é um exemplo a seguir por todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, reconhecem a importância em ajudar o próximo.

Paulo

17 Julho 2013

CAVACO SILVA




Cavaco Silva, Presidente da República de Portugal, entendeu "salvar" Portugal exigindo, para isso, que os partidos políticos, mais representativos, se juntassem à mesma mesa para procurarem uma fórmula para salvar Portugal da crise em que se encontra mergulhado. A verdade é que esses mesmos partidos são, eles mesmos, os responsáveis pela crise (económica, social, política e de valores) em curso.
Não admira, portanto, que já se vislumbre um entendimento dissimulado entre as partes que, num primeiro momento, há-de, de forma aparente, tranquilizar os mercados, POVO soberano e a ordem pública.
Esta efémera tranquilidade permite - sem grandes constrangimentos - a manutenção no cargo da mais alta figura da Nação, quiçá até ao cumprimento do seu 2.º e último mandato.
Espero que as medidas acordadas, entre os partidos, não sejam verdadeiros atentados aos direitos adquiridos dos cidadãos e/ou atropelos à lei fundamental. 
A fórmula encontrada para salvar Portugal  - ainda que fosse ditada por uma divindade - só seria eficiente e eficaz se o poder fosse  reconhecido, pelo POVO, como possuindo idoneidade e legitimidade.
O pior que pode acontecer é o facto de sermos surpreendidos com medidas dilatórias gravosas para Portugal ainda que permitam a manutenção no poder de meia dúzia de pessoas.
Num momento em que se criam expectativas positivas - com discursos de ocasião e aparentes "arregaçar de mangas"-  nos "espíritos" menos experientes, ao mesmo tempo  outros "espíritos" há  que já "preparam as malas" para se colocarem a "milhas", numa viagem sem regresso a curso prazo, pois bem sabem que  2014 vai ser um  ano «horrible» para Portugal.
Entretanto o “conclave” , ora reunido, procura transformar o “fumo preto” em “imaculada” brancura – qual milagre das rosas …-  ainda assim não se desmorone o “Carmo e a Trindade” e a crise se agigante, submergindo – sem dó nem piedade - os esforços até agora realizados por milhões de portugueses….

Paulo


01 Junho 2013

EXERCÍCIO DO PODER POLITICO

                                                   Foto: Varinas de Lisboa


http://www.youtube.com/embed/EtzUnKzZebY?feature=player_detailpage


O poder politico dos homens, há-de ser, sempre, exercido de forma diversa, em obediência aos condicionalismos das épocas e das latitudes.
Porque o poder, para se exercer legítima e pacificamente, tem de ajustar-se às exigências éticas das sociedades respectivas. Essas mesmas exigências reclamarão que o poder respeite determinados limites.
A verdade é que em Portugal, o poder político já não respeita determinados limites nem as exigências éticas do Povo que o elegeu. 
Infelizmente o poder político em Portugal é obrigado a ajustar-se às exigências dos seus credores externos que, sem dó nem piedade, esquartejam os direitos adquiridos dos cidadãos.
Neste "quadro" não espantará o facto do POVO se organizar para, graças à sua força, escorraçar os «vendilhões do templo».
Não tardará o momento da reacção do POVO soberano - farto de tanta mentira - para alcançar tal desiderato.
Ainda assim, muito escaparão à justiça popular visto que já terão o passaporte para países onde é proibida a extradição...

PAULO 

06 Junho 2012

A VIDA QUOTIDIANA DOS ESTUDANTES NA IDADE MÉDIA


A RECORDAÇÃO DO MESTRE
"Ao sair da escola, de regresso à sua terra, o discípulo continuava, por vezes, a manter o diálogo  com o mestre.Fazia-o num tom que nos afigura demasiado rebuscado, elaborado, de forma que parece querer provar uma vez mais a alta qualidade das lições recebidas. Exemplo: «Quebro o meu silêncio para vos afirmar, meu querido mestre, o meu desejo de que tenhais passado tão bem quanto desejais.» Ou então : «Como são grandes as acções de graças que eu devo a um tão poderoso e excelente mestre! Que chamas de amor conservo no meu coração  ao recordar a vossa amizade!» O tom é bastante enfático, mas nem por isso deixa de testemunhar uma afeição profunda e uma grande sensibilidade nas relações humanas.
Certo estudante que recomendava um amigo a um dos seus professores, escrevia: ( aqui está uma faceta curiosa da vida quotidiana na Idade Média): «O sinal pelo qual podeis reconhecer que esta carta foi mesmo escrita por mim é o facto de eu vos recordar que, certo Domingo de Páscoa, me haveis mostrado uma pedra preciosa do vosso anel que eu muito admirei.»
A intensidade e a qualidade das relações que uniam estudantes e professores, na Idade Média, não impedia de forma alguma, e o contrário é que seria de estranhar, que os alunos trocassem dos seus mestres. Que grande prazer deviam sentir os jovens quando ouviam um pregador vociferar contra o orgulho de certos doutores; e, a fim de ilustrar as suas afirmações, contavam, do púlpito, a história daquele professor que se vangloriava de poder, no dia seguinte pela manhã, elucidar certa questão teológica «tão bem como o faria o próprio Cristo»; mas, chegado o momento, verificou-se que ele nem sequer conhecia o alfabeto."

Nota:
Recorde-se que a Universidade de Lisboa - de facto um «Estudo Geral» - foi fundada pelo Rei D. Dinis (1261-1325) em 1 de Março de 1290 e confirmada a 9 de Agosto do mesmo ano pelo Papa Nicolau IV, que dirigiu a sua bula «à universidade dos mestres e estudantes de Lisboa». A escola esteve alternadamente instalada em Lisboa e em Coimbra: na primeira cidade, entre 1290 e 1308, entre 1338 e 1354 e entre 1377 e 1537; na segunda cidade, entre 1308 e 1338 e entre 1354 e 1337, aqui se fixando definitivamente a partir de 1537, quando D. João III (1502-1557) colocou «os estudos (...) que ora mando novamente fazer na dita cidade de Coimbra.»

Fonte: «A vida quotidiana dos estudantes na Idade Média" de Léo Moulin- edição «livros do Brasil

PAULO
PORTUGAL

22 Abril 2012

" 25 DE ABRIL 1974 - 2012" - LIBERDADE OU PODER ?


Os portugueses teriam  alcançado a liberdade  com a revolução de Abril de 1974?
Quando algumas figuras da politica portuguesa se assumem como "Presidente de todos os portugueses" designadamente através de actos eleitorais  confundem a liberdade com a participação no poder político. Tal confusão assenta ainda na ideia rousseauniano  de vontade geral. Para tais políticos, quando eleitos, a vontade da maioria passa a ser a vontade de todos. Para eles as minorias estavam equivocadas , ao emitirem o seu voto.A verdade é que esse entendimento rousseauniano  não faz sentido numa sociedade democrática. A posição das minorias tem que ser, na pratica, respeitada como tal. Mesmo que se aceitasse a construção de ROUSSEAU, confundir a participação no poder político com a liberdade reduziria esta ao sector público, e a um plano intermitente - já MONTESQUIEU, em pleno século XVIII, se apercebeu de que, não havendo palavra à qual  se atribuíssem  tão diversos significados como a «liberdade», se confundiria poder do povo com liberdade do povo. Os homens seriam livres apenas de quando em vez, e momentaneamente, ao exercerem o seu direito de voto. Também os que não gozam de tal direito - menores, estrangeiros, etc - seriam destituídos de toda e qualquer liberdade. Ora esta constitui um elemento permanente da personalidade de qualquer homem.
Em suma, o problema da liberdade humana não encontra solução mínima satisfatória num plano alheio às concepções integrais de vida dos homens e dos grupos sociais. Não é possível definir os limites da liberdade senão no respeito dessas concepções. E estas, ou serão as dos detentores do poder, que hão-de reflectir-las no direito legislado, ou têm de corresponder a verdades reveladas, ou aos usos e sentimentos das comunidades, frequentemente também inspiradas nas revelações.  A liberdade humana acaba por encontrar o seu âmbito, os seus contornos, delineados pelo legislador. A verdade é que, actualmente, o poder politico teima em legislar de forma «unilateral» impondo a sua vontade - pouco esclarecida - orientada para cobrar aos administrados o preço dos erros políticos de governação. O actual Governo de Portugal já não ausculta a vontade,  a preferência, o querer, o sentir profundo, do povo que o elegeu.Esta omissão de auscultar tem permitido que o legislador não consiga esboçar os limites da liberdade. Por tal facto a liberdade efectiva esta desprovida de segurança.  A certeza, ou, ao menos, a elevada probabilidade, de que  a liberdade definida por "decreto" se possa exercer é apenas mera ilusão. Não admira, por isso, que o respeito pela autoridade , pelas estruturas das forças de segurança, pela administração da justiça, corram o perigo de se verem esquartejados pela «revolta do povo» , passados que foram 38 anos após o 25 de Abril de 1974. As vivências existenciais do povo português, que se sucedem no tempo, apontam para  outro "25 de Abril"  visando reconquistar a liberdade ora em degradação devido aos «assaltos» de políticos incompetentes  que desconhecem as realidades do seu próprio POVO.

Paulo
( video):     http://youtu.be/3tjq9x3engQ

07 Abril 2012

"HOMENAGEM"


É Noite, Mãe




As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu Outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
pra colocar na tua face, mãe!...


Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...


É noite, mãe: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manhã me ressuscite!...”


 (António Salvado, in "Difícil Passagem) 

01 Abril 2012

"MÃE"

                                Foi no dia 30 de Março de 2012 que partiste, mãe. Estranho vazio ...
Paz à tua alma,mãe!!! Saudade imensa esta que sinto...

                     Mãe

"Que desgraça na vida aconteceu, 
Que ficaste insensível e gelada? 
Que todo o teu perfil se endureceu 
Numa linha severa e desenhada? 


Como as estátuas, que são gente nossa 
Cansada de palavras e ternura, 
Assim tu me pareces no teu leito. 
Presença cinzelada em pedra dura, 
Que não tem coração dentro do peito. 



Chamo aos gritos por ti — não me respondes. 
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. 
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes 
Por detrás do terror deste vazio. 




Abre os olhos ao menos, diz que sim! 
Diz que me vês ainda, que me queres. 
Que és a eterna mulher entre as mulheres. 
Que nem a morte te afastou de mim! "



(Miguel Torga, in 'Diário IV')

http://youtu.be/fXS7bMh8vEA

03 Março 2012

"A QUEBRA DA ORDEM - AUTORIDADE DO ESTADO"

A ordem é imprescindível numa sociedade "varrida" por medidas anti-populares e/ou por atitudes politicas desprovidas de justiça. Num momento em que Portugal "abdicou" de parte da sua soberania e passou a ser "comandado" por instâncias internacionais, geradoras de imponderabilidades sociais, é expectável  que a segurança interna seja afrontada por grupos inorgânicos, massas, hordas, etc...
A verdade é que a autoridade do Estado - com recurso às forças de segurança  - se tem degradado quando mais dela se precisa, porquanto as forças de segurança não estão preparadas - no que concerne à motivação, meios materiais, estatuto pessoal e estatuto remuneratório - para salvaguardar e/ou restabelecer a ordem  e tranquilidade publicas.
É certo que a ordem não significa imutabilidade de posições. Mas implica normalidade. O capitão poderá ser substituído no comando sem que a ordem se alter. Desde que seja substituído em termos de competência e responsabilidade. Mas a ordem postula ainda que as mutações de posição operadas obedeçam a regras, a princípios, a usos, a razões. Quando se muda sem razão a ordem quebra-se!!! Nestes... últimos anos muita alterações foram introduzidas nas forças de segurança sem qualquer razão e/ou explicação plausível. 
A crise que Portugal atravessa não se pode "compadecer" com a quebra da ordem, sob pena desta "resvalar" para uma anarquia de desobediências sucessivas. 
As alterações orgânicas e estatutárias das forças de segurança, não têm merecido , da parte destas, um acatamento generalizado porque são injustas e/ou não foram primeiramente meditadas, e, depois, explicadas, justificadas, aos seus destinatários. As decisões unilaterais nesta matéria tendem a criar " «clareiras de "revoluções" internas». Sempre foi assim.
Apesar de sempre ter sido assim, não se vislumbra, por parte do Estado, qualquer consideração pelas suas forças de segurança nem se ouve o "grito" dos chefes em socorro dos seus subordinados.. Ao invés, agiganta-se um "braço de ferro"  e silêncios enternecedores com todas as consequências imprevisíveis num dia-a-dia de criminalidade galopante, onde a a autoridade do Estado enfraquece continuamente e comandos sem "rosto" parecem "desenhar/planear" a sua própria "fuga", face ao futuro...
Perante tal cenário, a sociedade começa a deixar de viver no pressuposto de se achar rodeada por uma ordem integral. O principio determinista da certeza cientifica começa as "esbater-se" - dando lugar ao principio da incerteza -  perante uma factualidade de acontecimentos perturbadores da segurança e que exortam à "justiça" popular e/ou revolta por parte das vitimas.
Se ainda há alguma ordem e/ou sensação de segurança, deve-se a uma e espontaneidade - aparente... - , baseada em hábitos, enraizada pelo tempo, enformada numa origem mais ou menos remota, em entendimentos convencionais, ou até imposições violentas, de que a sociedade Portuguesa já tenha perdido memória consciente.
É muito comum os políticos  criarem expectativas nos seus administrados numa tentativa de ganharem tempo para cumprirem os seus mandatos ou a detenção  poder.
Porém, as expectativas consomem a paciência, a harmonia e o equilíbrio interno.
É inequívoco que, actualmente, os políticos  portugueses têm criado expectativas no sentido de fazer crer que a "tempestade" termina a 31 de Dezembro de 2012 e, em 01 de Janeiro de 2013  o "milagre da multiplicação dos pães" se há-de repetir, agora em Portugal.
Quando as expectativas  - criadas e alimentadas pela classe politica - são frustradas  por estes sem qualquer justificação que não seja a sua cobardia no abandono do "barco". Quando descobrirmos que tais expectativas funcionaram como uma "venda  que nos colocaram nos olhos";  já os responsáveis, por tão grande frustração,  não estão ao alcance das nossas "espingardas" e se conclui que, a afinal... a "venda" e a "espada" da justiça era/é só para o "inglês ver".
O que espanta, de facto, é a resignação do POVO soberano e o  seu "acanhamento"  em  dispara as suas legitimas "armas"  ainda que em legitima defesa.
Será que o POVO português segue o "conselho" divino?:
«Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. (Mt 5:38-42)»

PAULO

26 Fevereiro 2012

"CULTURA MANICOMIAL"

Ainda que seja muito difícil transmitir o «clima psicológico»  no contexto  ambiental do manicómio - ou lugares afins - é nestes espaços degradados que são colocados os problemas últimos da nossa existência, do nosso destino, a morte, o tempo, a solidão, o sexo, a loucura, etc...
A seguir vou tentar transmitir um pouco da comunicação possível em tão degradado quotidiano, um tanto ou quanto esquizofrénico: 
(explicação de um internado a um grupo de psicólogos que visitava o manicómio)
- «Eu chamava-me Lopecito e uma vez morri, que é aquilo que a vós falta fazer»...( e acrescentava)...«Não se fazem chorar os mares com espingardas de manteiga...».
(Outro, um relojoeiro, que explicou correctamente a sua técnica)
- «E neste livro, estão as peças com que estou a trabalhar para inventar um freio para os relógios, porque o tempo passa demasiado depressa...».
(Um dialogo, escutado ao passar, mostra que, apesar de tudo, ainda há reservas de humor nos manicómios)
- «Heh, estás na lua, ou quê?...
- Não, estou no manicómio... mas não te assustes, que não há-de ser nada...».
O que muita gente não sabe é que a cátedra  e o hospício estiveram sempre nas mãos do mesmo grupo do poder.
Poder que, paulatinamente,  substituiu o electrochoque pelos lucrativos psicofármacos....

Paulo


14 Janeiro 2012

"ÉS MAÇÃO?"

-Leste o livro de Sosic, Paulo?
- Li o seu trabalho sobre maçonaria.
- Esses livros eram distribuídos em Lisboa?
- Fui eu quem os compus como tipógrafo que sou.
- Acreditas em Deus?
- Não!
- És mação?
- Porque me pergunta isso? Não posso responder!
- E você, Rui,  é maçã?
- Sim, como  o Paulo.
- Assim, posso deduzir que o Paulo é mação, porque um mação nunca confessa senão a um confrade que pertence à mesma sociedade secreta.
- Peço que não me interrogue sobre isso. Não responderei.
- Diz alguma coisa dos motivos do crime. Sabias antes de te decidires a entrar no " «mundo» do trafico de influencias" que Mário e Moita eram mações? o facto influiu na tua resolução?
- Sim.
- Recebeste deles  a missão de executares o «plano»?
- Ninguém me incumbiu  disso. A maçonaria liga-se a esse rol de influências só para reforçar o meu plano. Telmo disse-me que a maçonaria, há mais de dois anos, havia condenado à morte o cronista  Francisco Fernando.
- Disse-te isso antes ou depois de teres falado no teu intento?
- Já tínhamos falado antes da maçonaria haver resolvido «liquidá-lo».
- Ok.

Paulo

01 Janeiro 2012

"DIZEI-LHE QUE TAMBÉM DOS PORTUGUESES ALGUNS TRAIDORES HOUVE ALGUMAS VEZES"


"Dizei-lhe que também dos portugueses, alguns traidores houve algumas vezes" (Luiz de Camões - canto IV, estrofe XXXIII)
Na verdade, com esta frase Camões não se referia ao ano de 2012 nem tão pouco ao seculo XXI, mas sim aqueles portugueses que nos tempos de D. João I, se passaram para o lado de Castela (Espanha) e combateram contra os interesses de Portugal.
Hoje, quando se coloca a questão da crise em Portugal, vêm os mais altos dignitários da Nação atribuir a culpa à conjuntura da Europa ou mesmo planetária fazendo, com isso, crer que portugal é uma vitima inocente da "desgraça". Ninguém parece ter a coragem de Camões...
Porém, quando a crise passar - se passar - haja quem tenha a coragem de dizer que tal crise também se deveu a portugueses traidores que houve algumas vezes.
Embora São Paulo tenha dito que o Diabo não tem forma, que é «espírito dos ares» (o ar-mau das crenças populares) admite-se no entanto que Ele não possa ser o culpado da crise actual em Portugal. Na verdade o bicho das sete cabeças do Apocalipse, o veado da lenda da Senhora da Nazaré e o corvo de Santo Espedito, não podem ser arguidos neste processo. Não porque sejam inimputáveis em razão de anomalia psíquica. Não. Os culpados são uma espécie de Diabos tornados ermitãos, isto é: aqueles que levaram uma vida dissipada e corrompida e, depois de velhos, se tornaram penitentes e filósofos.Estes não são inimputáveis, embora , por vezes, consigam dar a "volta" à justiça ainda que popular...
Neste ano de 2012, que hoje começa, é preciso que o Povo saiba que Deus e o Diabo não são concorrentes, diga-se o que se disser; as clientelas é que diferem. Tal como o distinto advogado não aceita defender a causa do plebeu - excepto quando é mediática - , tal como o médico de nomeada não se interessa pelos clientes pobres, nem o ilustre pensador pelas vilezas deste mundo, assim os políticos endeusados - que são muitos - desconsideram as paixonetas dos seus "adoradores", as intrigas de bairro, as mortes na estrada, as reivindicações das classes profissionais distintas, a mesquinhez dos negócios domésticos e, de quando em quando, a bandeira de Portugal.
Infelizmente, hoje raramente se roga a Deus pelas coisas nobres mas, constantemente,  solicita-se o Diabo para as coisas materiais (palácios, carros de alta cilindrada, piscina, dinheiro, prestigio pessoal). Esta divisão de papeis permitiu, nestes últimos anos, que a maioria dos que nos administraram tivessem solicitado mais do que rogado. Agora, o resultado esta à vista.
Muitos políticos, perante a actual crise, hão-de seguir a prudência popular neste ano de 2012, que aconselha a acender uma vela a Deus e outra ao Diabo, porque pensam assim:  «Deus é bom mas não tenho de que me queixar do Diabo».

Paulo
NOTA: CLIKE NO TÍTULO



31 Dezembro 2011

FELIZ ANO DE 2012


“Paz e Bem” é o que desejo no ANO de 2012 a todos os que visitam este espaço.
 Dentro da suposta simplicidade desta saudação está contido o que mais as pessoas desejam e que mais o mundo precisa, que é ter uma vida em que a antiga e actual saudação, consagrada por São Francisco de Assis, seja regra.
Para São Francisco de Assis a pobreza, a "Senhora Pobreza" que ele costumava dizer ter desposado, não era um objectivo, mas antes um instrumento pelo qual se podia obter a purificação necessária para a habitação de Deus no interior de cada um e para a perfeita comunhão com o semelhante, metas frente às quais todas as outras considerações eram subordinadas. O outro instrumento privilegiado para isso era a imitação do exemplo de vida dado por Cristo nos Evangelhos, e para tanto a obediência era fundamental. Cristo fora pobre, e assim os irmãos também o seriam, e ela devia ser entendida por todos os seus companheiros não só como uma disciplina de ascetismo em si, mas como fonte de verdadeira graça e alegria.
A verdade é que o Deus de São Francisco de Assis já «morreu». O "deus" de hoje chama-se «TROIKA» ou «COLARINHO BRANCO"». Um deus castigador. Um deus castrador. Um deus sem coração. Um deus materialista. Um deus que coloca acima da dignidade humana os interesses dos mercados. Um deus que exige uma obediência desmedida, ainda que involuntária, mas que nem sequer promete o Paraíso...aos forçados cumpridores.
E para enegrecer ainda mais o quadro actual, os responsáveis pela nossa venda ao deus «TROIKA», não só não foram punidos pela justiça como fugiram a tempo escapando, assim, à justiça popular de uma «multidão» de descrentes.
O ano 2012 será - pelo menos em Portugal - um ano de pobreza "anti - franciscana" onde nos havemos de  rever desprovidos da totalidade da pátria e da totalidade da soberania nacional.
A esperança da reedição do milagre da "multiplicação dos pães" lá para o ano 2014....é o que nós faz ainda manter o benefício da dúvida e, consequentemente, adiar a partida para o deserto mais longo que é ficar-mos despojado de tudo....

Paulo